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Porto volta a ser a Capital do Cinema
Nos Teatro Rivoli, Teatro Sá da Bandeira e 10 salas de cinema Lusomundo

O Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto está de volta. A 28ª edição volta a elevar a cidade do Porto a capital mundial do cinema. O festival abre oficialmente no próximo dia 25 de Fevereiro. Para a sessão de abertura está reservado o multipremiado filme “No Country for Old Men” dos irmãos Coen (“Fargo”), sendo antecedida a sessão de um espectáculo multimédia e animação diversa na entrada do Teatro Rivoli. Uma passadeira vermelha, robots de luzes e teatro de rua ajudam ao glamour com que se vai celebrar este início de festa. Na sala, uma abertura diferente, encenada, um espectáculo que antecede a grande antestreia que marca o início do evento.

Está aí o Fantasporto 2008 e com ele o cinema fantástico está de volta. O festival decorre nas duas salas do Rivoli - Teatro Municipal, no Teatro Sá da Bandeira e em 10 salas da Lusomundo espalhadas pelo norte do País. Há cinema para todos os gostos na edição 28 do Fantasporto. Confirmado está o filme “Breath” de Kim Ki Duk, realizador bem conhecido do público do Fantasporto por filmes como “The Isle” ou “The Bow”. Integra o núcleo de filmes que foram seleccionados para a 18ª Semana dos Realizadores e para a Secção Oficial Competitiva Orient Express. Para este sector foram escolhidos os melhores filmes da produção oriental do ultimo ano. Do Japão, Coreia do Sul, Tailândia, entre outros. Para uma audiência exigente e atenta sempre foram colocados pela organização especiais cuidados na selecção. Cinema de terror, acção e ficção científica com carimbo do Oriente constrói esta secção. Há também que contar, ainda, com o mais recente filme de Chan wook Park, o responsávcel por “Oldboy” aqui apresentando uma história de amor “tecnológica”. “I’m a Cyborg, But That’s Ok” é o filme.

Da Rússia e para a competição no Sector Oficial de Cinema Fantástico, uma produção digna de Hollywood, o magnífico “Wolfhound” de Nicolai Lebedev. O maravilhoso mundo dos feiticeiros e das espadas como vimos em “O Senhor dos Anéis” encontra aqui um novo herói.

O cinema português é uma realidade em todas as edições do Fantasporto. Destaque para as várias sessões de curtas-metragens “Made in Portugal”. O que de melhor se faz no nosso país, seja curta, seja longa-metragem ocupa um lugar de honra no Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto. Este ano, há, também, uma novidade, uma competição entre escolas de cinema e várias antestreias nacionais.

Na sua 28ª edição, o Fantasporto 2008 dedica retrospectivas ao cinema dinamarquês, ao realizador português Fernando Lopes, o qual vai ser homenageado e vai reviver os Clássicos do Cinema Fantástico entre outras mostras.     

É habitual um país ser homenageado no Fantas. A cinematografia eleita foi a da Dinamarca que conta com nomes que marcaram e ainda marcam actualmente através de uma nova geração de cineastas o Cinema Mundial. Desde Dreyer até Lars Von Trier ou Anders Thomas Jensen e só para referir apenas duas gerações que se unem pela paixão ao cinema. Em português, ninguém melhor que Fernando Lopes para ser o realizador do festival. O homem de “Belarmino” (1964), “Uma Abelha na Chuva” (1972), ou mais recentemente “O Delfim” (2002) vai estar no Porto para que o Fantas lhe preste a devida e há muito merecida homenagem.

O fantástico e o terror tradicionais voltam ao Fantasporto através de uma selecção de filmes incluídas em várias secções e retrospectivas. “Salve-se Quem Puder” é o nome de desses espaços de programação onde os vampiros, os zombies ou até um tomates assassinos vão espalhar o pânico. À meia noite e, até sexta-feira 7 de Março, os mais ousados vão poder ver obras como “Lorna” de Russ Meyer, “Glenn or Glenda” de Ed Wood a até “The Undead” de Roger Corman, entre outros. A “Série BZ” é outra das secções deste Fantasporto no Sá da Bandeira, a fazer lembrar o “velho” Carlos Alberto. A animé “Urotsukidoji” vai mostrar o que a mente dos japoneses é capaz de fazer. Muito e sexo e violência num filme estritamente para maiores de 18 anos. Mas, não só. Do Paquistão chega “Hell’s Ground”. Uma chacina quando um grupo de jovens decide pisar solo “sagrado”.

Destaque, também, para o psicólogo, cineasta surrealista chileno Alejandro Jodorowski ao qual será dedicada uma completa retrospectiva. O Fantasporto vai mostrar a obra deste homem que homenageia o deus grego Pan e que tinha como fã John Lennon. Do western surrealista “El Topo” ao provocador “Santa Sangre”.
 
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