Cinema NovoSuper Bock
Logotipo

.Newsletter Fantasporto!

Actor preferido de Ingmar Bergman e com significativa carreira na área do cinema fantástico
Homenagem e prémio carreira a Max Von Sidow

Meio século de vida dedicada ao cinema, protagonista em centena e meia de filmes, Max von Sydow é, em vésperas de completar 80 anos, um dos grandes rostos do ecrã. O actor preferido de Ingmar Bergman e o sacerdote do “Exorcista” de Friedkin, vai ser homenageado pelo Fantasporto 2008 com o Prémio Carreira. A 28ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto decorre nos Teatros Rivoli e Sá da Bandeira, e em dez salas de cinema Lusomundo em todo o país, entre os dias 25 de Fevereiro e 9 de Março.

Nascido Carl Adolf em 1929 na cidade de Lund, tem hoje o estatuto de grande estrela na galeria dos famosos do cinema mundial.

Tendo-se estreado em cinema em 1949, com apenas 20 anos, em “Baar en Mor” do consagrado realizador sueco Alf Sjoberg, será com Ingmar Bergman que o seu nome se torna referência reconhecido internacionalmente. Actor preferido cineasta das mulheres, com quem trabalhou em mais de uma dezena de filmes, von Sydow foi a face do realizador na tela, o seu alter ego, dando corpo e alma a personagens densas, perturbadas, solitários e fortes, com interpretações memoráveis. Esse ciclo com Bergman inicia-se com a obra prima do fantástico que é “O Sétimo Selo”. Seguiram-se “Morangos Silvestres” (57) “No Limiar da Vida”(58), “O Rosto” (58), “A Fonte da Virgem” (59), e “Luz de Inverno” (62). Ligação que se retoma anos depois com “A Hora do Lobo” (68),”A Vergonha” (68), “A Paixão” (69) e “O Amante” (71) entre outros.

Mas reduzir a vasta carreira de von Sydow à sua estreita colaboração com Bergman é injusto para o seu talento.

A sua espantosa interpretação de padre em “O Exorcista” (73) marca um dos momentos altos da sua carreira em cinema de terror. O Max von Sidow sacerdote desafia as forças diabólicas numa obra de culto do horror realizada por William Friedkin. Assim como os seus desempenhos em “Flash Gordon” (80) de Mike Hodges e “Dune” (84) de David Lynch manifestam a sua faceta no fantástico de ficção científica.

Max von Sydow trabalhou com grandes realizadores em grandes filmes, sobretudo a partir dos anos 60 quando partiu à conquista de Hollywood e de uma carreira mais internacional. Dessa época ressaltam, super produções como “A Mais Bela História Jamais Contada” (65) de Georges Stevens (onde interpreta a figura de Cristo), “The Quiller Memorandum” (66) ou  “Hawai” (66).

Outros obras da sua filmografia  incluem o thriller politico “Os 3 dias do Condor”(75) de Sidney Pollack, “The Hurricane” (79) ou “Duet for One” (86).

Mais recentemente vimo-lo em “What Dreams May Come” (“Para Alem do Horizonte”) “Relatório Minoritário” ou “Pelle o conquistador”, Óscar para melhor filme estrangeiro.

O Prémio Carreira é o merecido reconhecimento do Fantasporto a um prodigioso actor com uma invejável carreira que acaba por ser também a nossa homenagem à memoria de Ingmar Bergman.  
 
Instituto do Cinema e do AudiovisualMinistério da CulturaCâmara Municipal do PortoToyotaTMN SICPúblico BySide Antena1Antena3