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A grande noite dos Coen
Depois dos Globos de Ouro e dos Óscares os irmãos Coen estão no Fantasporto. Tendo sido uma das descobertas do festival com o sucesso de “Sangue por Sangue”, a que se seguiu “Fargo”, os Coen regressam com “Este País não é para Velhos” (“No Country for Old Men”). A 28ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto começa hoje. Além da sessão de abertura com o filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, é inaugurado o Espaço Cidade do Cinema que ocupa a Praça D. João I e a exposição de pintura de Agostinho Santos no Piso 0 do Rivoli, seguida de prova de vinhos. Hoje há, ainda, um espectáculo multimédia e animação diversa na entrada do Teatro Rivoli. Uma passadeira vermelha, robots de luzes e teatro de rua ajudam ao glamour com que se vai celebrar este início de festa… Depois, chega a vez de, na sala do Grande Auditório, entrarmos no mundo de fantasia que todos os anos o Fantasporto cria, com a Homenagem a Max von Sydow.
Para um arranque em grande, nada melhor que um dos filmes mais premiados dos últimos tempos – “No Country for Old Men” dos irmãos Coen. Os realizadores de “Sangue por Sangue” e “Fargo” apresentam um thriller de cortar a respiração e cheio de ironia, baseado num romance de Cormac McCarthy, vencedor de um prémio Pulitzer. O elenco é de luxo e inclui Tommy Lee Jones (“O Fugitivo” e “Homens de Negro”), Josh Brolin (“Planeta Terror”), Javier Bardem (“Saltos Altos” e “Mar Adentro”) e Woody Harrelson (“Assassinos Natos”), entre outros.

“No Country for Old Men” com o nome em português “Este país não é para Velhos” leva-nos aos Estados Unidos da América do início dos anos 80. Um não muito esperto caçador, Llewelyn Moss (Josh Brolin), encontra no deserto do Texas uma carrinha cheia de droga e rodeada por cadáveres. Além da heroína, Moss encontra, também, dois milhões de dólares no banco de trás da pick-up. Quando o caçador rouba o dinheiro, desencadeia uma catastrófica rede de violência que nem o xerife Bell, um velho e desiludido homem (Tommy Lee Jones), consegue conter. Moss vai ter de fugir dos traficantes de droga que querem o dinheiro de volta, mas sobretudo de um misterioso e inteligente assassino Anton Chigurh (o magnífico e aqui irreconhecível Javier Bardem), um homem sem sentido de humor e piedade.

Os irmãos Coen continuam frios e sarcásticos. “No Country for Old Men” faz lembrar essa obra prima da dupla que o Fantasporto deu a conhecer ao país em 1986: “Sangue por Sangue”.

HOMENAGEM A MAX VON SYDOW

Meio século de vida dedicada ao cinema, protagonista em centena e meia de filmes, Max von Sydow é, em vésperas de completar 80 anos, um dos grandes rostos do ecrã. O actor preferido de Ingmar Bergman e o sacerdote do “Exorcista” de Friedkin, vai ser homenageado pelo Fantasporto 2008 com o Prémio Carreira.

A sua espantosa interpretação de padre em “O Exorcista” (73) marca um dos momentos altos da sua carreira em cinema de terror. O Max von Sidow sacerdote desafia as forças diabólicas numa obra de culto do horror realizada por William Friedkin. Assim como os seus desempenhos em “Flash Gordon” (80) de Mike Hodges e “Dune” (84) de David Lynch manifestam a sua faceta no fantástico de ficção científica.

Max von Sydow trabalhou com grandes realizadores em grandes filmes, sobretudo a partir dos anos 60 quando partiu à conquista de Hollywood e de uma carreira mais internacional. Dessa época ressaltam, super produções como “A Mais Bela História Jamais Contada” (65) de Georges Stevens (onde interpreta a figura de Cristo), “The Quiller Memorandum” (66) ou  “Hawai” (66).

Outros obras da sua filmografia  incluem o thriller politico “Os 3 dias do Condor”(75) de Sidney Pollack, “The Hurricane” (79) ou “Duet for One” (86).

Mais recentemente vimo-lo em “What Dreams May Come” (“Para Alem do Horizonte”) “Relatório Minoritário” ou “Pelle o conquistador”, Óscar para melhor filme estrangeiro.

O Prémio Carreira é o merecido reconhecimento do Fantasporto a um prodigioso actor com uma invejável carreira que acaba por ser também a nossa homenagem à memoria de Ingmar Bergman.  

ESPAÇO CIDADE DO CINEMA

O Teatro Rivoli já não é um espaço suficiente para a multiplicidade de iniciativas do Fantasporto. o festival invade de novo o coração da praça D. João I com a tenda denominada “Cidade do Cinema”. Um espaço aberto a todos os públicos, onde converge o cinema, animação e as iniciativas paralelas do festival. Este é o lugar para cativar novos públicos, transformar o Fantas num evento mais social e permitir a visibilidade a um conjunto de patrocinadores que se associam ao festival. O espaço “Cidade do Cinema” vai estar aberto todos os dias de hoje até ao fim do festival, a 9 de Março, das 15 horas até à meia-noite, dispondo de um lounge café, stands de patrocinadores e sala de exibição digital de filmes, entre outras áreas.

Segunda-feira, 25 de Fevereiro

Grande Auditório do Teatro Rivoli


20.30 – Inauguração do Espaço Cidade do Cinema (Praça D. João I em frente ao Teatro Rivoli)
21.00 – Inauguração da Exposição de Agostinho Santos (Piso 0 do Teatro Rivoli)
21.30 – SESSÃO DE ABERTURA
No Country for Old Men (Este País Não É Para Velhos)– Ethan, Joel Coen – EUA – 122 min SOP v. o. leg. port.
Os realizadores de “Blood Simple” e “Fargo”, Joel e Ethan Coen apresentam um thriller de cortar a respiração e cheio de ironia que já ganhou mais de três dezenas de prémios, além de dois Globos de Ouro e 8 nomeações para os Óscares. Nos Estados Unidos da América, um caçador, Llewelyn Moss (Josh Brolin), encontra uma carrinha cheia de droga, rodeada por cadáveres. Além de heroína, Moss encontra, também, dois milhões de dólares no banco de trás da pick-up. Com Tommy Lee Jones.
23.45 - Emotional Arithmetic – Paolo Barzman – Can – 99 min –MAX VON SYDOW- SOP- v. o. leg. port.
“Emotional Arithmetic” conta a história de três pessoas que formaram uma relação duradoura enquanto prisioneiros de um campo de detenção durante a Segunda Guerra Mundial, e que se reúnem 35 anos mais tarde.

Pequeno Auditório do Teatro Rivoli

Segunda-feira, 25 de Fevereiro


21.00 - Fando & Lis – Alejandro Jodorowsky – Mex – 93 min – RETRO- v. o . leg. ingl.
Fando e o seu quase paralisado par amoroso, Lis, procuram a mítica cidade de Tar. Baseado nas memórias de Alejandro Jodorwsy de uma peça do surrealista Fernando Arrabal. Aquando da estreia, em 1968, Jodorowsky teve literalmente de fugir de um público enfurecido por causa deste filme tão escandaloso.
23.00 – Audition – Takashi Miike – 111 min - RETRO - v. o . leg. port.
Um produtor decide escolher a sua futura mulher do lote de candidatas a um papel num hipotético filme que ele, de facto, não tenciona fazer. Yamazaki é a jovem e bela escolhida . No quase vazio apartamento dessa mulher está um saco de grande dimensões com um conteúdo que, de vez em quando, mexe desesperadamente.

 
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