DRÁCULA RENASCE NO FANTAS 2012

DRÁCULA RENASCE NO FANTAS 2012


Bram Stoker morreu há 100 anos. A propósito da efeméride o Fantasporto 2012 homenageia o criador do romance gótico “Drácula”. Poucas foram as histórias deixadas por um escritor tantas vezes transpostas para o cinema. Deste romance emergiu também um dos personagens mais destacados das novelas gráficas ou do cinema, o Conde Drácula.  Apesar de não ter sido a primeira história sobre vampiros que foi escrita, foi aquela que deu “forma” e conteúdo à lenda dos “sugadores de sangue”. Nesta 32ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto surge assim uma espécie de homenagem a este grande escritor irlandês com a exibição de duas das mais significativas incursões no cinema deste mito: “Nosferatu” de Murnau e “Drácula” de Francis Ford Coppola, “servidos” em écran gigante e, no caso de “Nosferatu” em cópia restaurada.
 
Abraham (Bram) Stoker nasceu a 8 de Novembro de 1847 em Dublin.
A mãe era escritora e o pai funcionário público. Bram Stoker foi uma criança pouco saudável tendo passado muito tempo de cama – até aos 7 anos não conseguia caminhar (dificuldade que conseguiu contrariar tendo-se tornado um excelente atleta e jogador de futebol na universidade onde estudou). A mãe para o divertir contava-lhe histórias, muitas delas de terror, o que influenciou a sua vida e carreira.
Em 1864 entrou para o Trinity College of Dublin e enquanto estudava começou a trabalhar com o pai. Mais tarde, foi jornalista free lancer e crítico de teatro.


A vida de Bram Stoker mudou em 1876 quando conheceu um actor famoso – Henry Irving – tendo sido seu secretário pessoal durante vários anos. Em 1879 casou-se com a actriz Florence Balcombe, de quem viria a ter um filho. Já a viver em Londres, lança o primeiro livro – “The Duties of Clerks of Petty Sessions in Ireland", um manual de administração fiscal, foi publicado em 1879. A sua primeira obra de ficção é de 1881 – “Under the Sunset” e apesar de ser mais conhecido pela história de horror gótico “Drácula” (1897),  Stoker escreveu dezoito livros (entre eles, “The Snaker’s Pass”, “The Mystery of the Sea”, The Jewel of Seven Stars” e “The Lady of the Shroud”) antes da sua morte a 20 de Abril de 1912. Morreu tinha 64 anos. 

 

“Drácula” foi escrito com uma estrutura de diários das principais personagens: Jonathan Harker, que é quem tem o primeiro contacto com o vampiro Conde Drácula; Wilhelmina (Mina) Harker, a futura mulher de Jonathan; Dr. John (Jack) Seward, um psiquiatra e administrador do sanatário; e Lucy Westenra, uma amiga de Mina e vítima de Drácula que se transforma em vampira.  

 

Nesta 32ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto surge assim uma homenagem a este grande escritor irlandês com a exibição de duas das mais significativas incursões no cinema deste livro de Bram Stoker: “Nosferatu” de Murnau e “Dracula” de Francis Ford Coppola, “servidos” em écran gigante e, no caso de “Nosferatu”, em cópia restaurada.