UMA HISTÓRIA DO FANTASPORTO

 

Reconhecido em 2011 pela revista “ Variety” como o maior festival de cinema em Portugal.

 

Como nasceu o Fantasporto?

 

A resposta factual: à mesa do Café Luso, café de artistas na altura, mesmo na Praça Carlos Alberto e a cinquenta metros do que foi durante muitos anos a catedral do cinema no Porto, o velhinho cinema Carlos Alberto das sessões duplas, já na altura sob a alçada da Secretaria de Estado da Cultura e sob o nome pomposo de Auditório Nacional Carlos Alberto. Quem estava nessa mesa de café? A Beatriz Pacheco Pereira, o Mário Dorminsky e o pintor José Manuel Pereira. Os dois primeiros queriam mostrar filmes, o último, prematuramente falecido, queria expôr os seus quadros. Depois juntou-se à equipa dois anos depois, o António Reis.

O primeiro subsídio que o Fantas recebeu do Estado, vindo do ex-Instituto Português de Cinema  foram 15 contos pela aquisição de alguns catálogos da iniciativa.

 

The festival was born in 1980 at a table of the Café Luso in the centre of Oporto, in a conversation between the three founders, film critics Mário Dorminsky and Beatriz Pacheco Pereira and the painter José Manuel Pereira. It immediately presented in the first edition (1981) the structure of a festival although still non-competitive, which has happened in the following edition.

 

O nome, donde veio?

 

O nome surgiu directamente da referência usada nas cartas-ofício. Escrevia-se “Exmo Sr. Fulano de Tal...; Assunto: FantasPorto”. Era foneticamente simples e muito elucidativo. O festival chamava-se então  Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto.  A propósito, são desconhecidos o dia e hora em que alguém (quem?) se referiupela primeira vez  ao Festival como Fantasporto. O que se sabe é que o nome ficou.

The name Fantasporto had its origin in the reference used in the first letters- Fantas, because the festival started with a fantasy competition, and Porto, the name of the city.

 

Das super-produções ao cinema independente…

 

O objectivo principal do  Fantasporto foi sempre mostrar bom cinema. Fruto do seu trabalho e da coerência das suas opções, o Fantasporto teve imediato acesso às maiores produções europeias e a muitos filmes norte-americanos de “majors”, apresentando na sua primeira edição , em 1981, a primeira longa-metragem de animação chinesa. O festival foi também responsável pela introdução dos filmes da Nova Zelândia e da Coreia do Sul na Europa.

Assim, sem rejeitar o cinema de baixos orçamentos, de produção independente ou experimental, o Fantas é desde a sua génese, uma montra de técnicas de vanguarda e do melhor que se faz em cada país. Por isso, muitos dos filmes apresentados são filmes de Oscares, Goyas, Césars, Baftas, ou seja a nata do Cinema Mundial.

Para tal acontecer, além da sua programação directa, feita junto das “majors” norte americanas, dos produtores e realizadores do mundo inteiro, o Fantasporto conta também com a colaboração privilegiada dos distribuidores portugueses que lhe entregam muitas super-produções para antestreia.

 

From the start, and due to the quality of its programming, the festival had access to the best productions from all over the world. In 1981, in its first edition, the festival screened the first Chinese animation feature, for example, and later on it discovered for Europe New Zealand  and South Korean films.

 

Porquê começar pelo género fantástico?

 

Nunca os seus organizadores apresentaram o Fantas como exclusivamente do fantástico, género que aliás era ainda quase desconhecido na altura, em 1981 (veja-se a lista dos filmes apresentados na 1ª edição, por exemplo). Estavam a surgir os novos talentos de Hollywood, de George Lucas e de Spielberg, sendo que “Blade Runner”, filme charneira da época, só viria a ser produzido em 1982, um ano depois da primeira edição do Fantasporto onde foi estreado em antestreia europeia.

A recessão económica impunha então uma fuga à realidade. E o pós-25 de Abril tinha aberto o cinema do resto do mundo a Portugal, antes negado pela censura.

O Fantas começou em 1981, portanto, com a ideia que havia um enorme potencial do imaginário a explorar, desde Murnau aos clássicos do neo-romantismo francês, e ao espantoso surto cinematográfico vindo sobretudo dos Estados Unidos, mais tarde copiado pela Europa. Havia ainda o Maravilhoso na literatura, na pintura, nos filmes de todos os tempos. Os cruzamentos com as artes afins ao cinema começaram logo na primeira edição com concertos e exposições de arte.

E vieram a lume Georges Méliès e todos os outros que no passado, e em todos os países, tinham favorecido a imaginação através  da expressão da fantasia. Nem Akira Kurosawa nem Manoel de Oliveira (“O Estranho Caso de Angélica”) escaparam à moda. Hoje, as grandes produções mundiais ainda favorecem o género: “O Senhor dos Anéis”, “Matrix”, “Harry Potter”, “Spiderman”, “Avatar”….

 

It started with fantasy films, a hit in the eighties, when names such as Spielberg, George Lucas or Ridley Scott were new to the film business. Fantasy films have been a must all through the history of the cinema.

From Méliès to our own Manoel de Oliveira, from Murnau to Spielberg, all great classics of the imaginary have been screened in Fantasporto.

 

Festival generalista agora, porquê?

 

Porque, depois do surto dos anos 80, o Cinema Fantástico sofreu uma crise qualitativa, e havia que manter o nível da programação, o festival alargou os seus horizontes para todas as temáticas, no que foi seguido pela maioria dos festivais do fantástico na época. Assim em 1991  foi criada a Semana dos Realizadores, inicialmente só para primeiros e segundos filmes. Aí surgiu, entre muitas outras descobertas” (ver adiante), Pedro Almodóvar pela primeira vez em Portugal com “Matador”. Actualmente, a competição Secção Oficial Competitiva Semana dos Realizadores é tão prestigiada como a do Cinema Fantástico.

Em 2002, perante a crescente importância do cinema oriental, surgiu a Secção Oficial Orient Express (primeiro com o nome Fantasia), com a introdução na Europa do emergente cinema sul-coreano.

 A Secção Oficial Première & Panorama para filmes inéditos fora de competição tem também crescido em relevância,devido ao número de Antestreias  Europeias e Mundiais, para além das Antestreias em Portugal.

Note-se ainda que muitos dos filmes das Retrospectivas são inéditos em Portugal, e constam sobretudo de programação organizada em colaboração com os Ministérios da Cultura e Institutos de Cinema dos países envolvidos.

 

The festival grew to become a general film event with the introduction of the Directors Week in 1991 and the Orient Express (for Asian Films). The festival was the first to introduce with their first films directors such as Almodóvar or the cinema from South Korea, buildings its strategy around unreleased and never to be seen again films.

 

Como se explica que hoje, o Fantasporto seja uma referência ?

 

É de realçar o exemplo pioneiro do Fantasporto, no alargamento das suas competições no que foi seguido por todos os festivais congéneres.  A importância internacional do Fantasporto foi consolidada também na Federação dos Festivais de Cinema Fantástico, de que foi membro fundador, organismo patrocinado pela União Europeia, e que conta hoje com mais de trinta festivais por todo o mundo, entre membros efectivos e associados.

Trabalhando com os maiores distribuidores portugueses, o Fantasporto recebe em antestreia filmes de alta qualidade de que foi exemplo “No Country for Old Men” do Joel e Ethan Coen, filme de abertura de 2009 e que veio, nessa semana do festival, a ganhar vários Oscares, entre eles o de Melhor Filme.

A qualidade da programação levou a revista “Variety” a considerar o Fantasporto, há cerca de uma década, entre os melhores do mundo, no que foi recentemente seguido pelo prestigiado International Film Guide.

 

Fantasporto has been the beacon for many film festivals in the world and has received the acknowledgement of such publications as Variety and the International Film Guide.

 

Um festival inovador

Sempre inovador, o Fantas foi o primeiro festival de cinema no mundo a fazer desde a sua primeira edição em 1981 e, sobretudo a partir de 2009 de um modo mais sistematizado,  a ligação às Artes e à Ciência  que estão na base do Cinema.

Nos últimos anos estabeleceu-se uma regular parceria com as maiores Universidades Portuguesas e com a vinda de cientistas e outros especialistas a Portugal, através do chamado Programa Especial que foi já dedicado à Arquitectura em 2009, em 2010  à Robótica e os Efeitos Especiais e em 2011 às Artes Plásticas. Em 2012, vai-se discutir as diversas visões do Futuro nas Artes e nas Ciências. Este tipo de cruzamento entre o Cinema e as Artes e Ciências afins é absolutamente inovador a nível mundial no panorama dos festivais de cinema.

 

Em 2011, o Programa Especial “Artes Plásticas e Cinema” apresentou  um atelier ao vivo, conferências com a participação da Faculdade de Belas Artes, Fundação de Serralves, Bienal de Cerveira, Museu Soares dos Reis e ainda filmes didácticos. A coroa do projecto foi a produção de 17 documentários, realizados em cooperação com a Faculdade de Belas Artes do Porto da Universidade do Porto  e a Universidade Católica onde, e pela primeira vez, o Fantasporto foi a mola da produção de filmes sobre um número significativo de alguns dos maiores artistas plásticos portugueses, a saber, Agostinho Santos, Catarina Machado, Albuquerque Mendes, José Rodrigues, Paulo Neves, Ludmila, Augusto Canedo, Armando Alves, Antonio Joaquim, Fernando Pinto Coelho, Francisco Laranjo, Alberto Carneiro , António Quadros Ferreira, Julio Resende, Nazaré Alves , Alberto Péssimo e Zulmiro de Carvalho. Estes filmes foram apresentados em antestreia absoluta no Fantasporto 2011. Em 2012 o tema é o FUTURO com um vasto programa de conferências, demonstrações científicas, uma exposição de hologramas , teatro e dança.

De facto, desde o seu início em 1981, e ao longo dos anos, o Fantasporto apresentou sempre muitas actividades paralelas, a saber, música clássica concertos de instrumentistas e de orquestras) e moderna,  dança, exposições de arte e de objectos de cinema (lobbycards, por exemplo)  e até passagens de moda, tendo fechado nos  ultimos anos, com o Baile dos Vampiros, já considerado um local de revelação para as bandas e DJ’s portugueses. Com a apresentação de múltiplas edições em livro, monografias, resenhas e fotobiografias, o festival mantém uma assinalável actividade editorial, com um catálogo que excede habitualmente as 300 páginas. Em 2011, o festival foi antecedido por um conjunto de espectáculos de música, teatro e humor.

 

Fantasporto was the first festival to cross the arts and sciences with the film world since its first edition in 1981. Concerts, art exhibitions, workshops, book presentations, theatre plays and street performances, all have been welcomed in festival. The Special Programme, existing as a parallel event within the film festival since 2009, has established this sector as a must for festival goers, with Architecture, Robotics or the Fine Arts as the highlights of the latest editions. In 2012, the theme is the Future, with lectures, films, theatre and performances, science demonstrations and a hologram exhibition.  The Vampires Ball in the closing party of Fantasporto.

 

 

Promoção

 

O Fantasporto é ainda uma referência no Mercado do Filme do Festival de Cannes com um stand próprio onde divulga o festival e o país. A acção junto do que é o maior festival de cinema do mundo  inclui uma intensa campanha de promoção nas maiores revistas profissionais de cinema e audiovisual, sendo já uma mais-valia para qualquer filme que ganhe prémios no Porto, como se poderá ver nos cartazes promocionais ou nos sites do filmes.

Internamente o festival tem das maiores coberturas mediáticas nacionais, com milhares de referências também no estrangeiro.

Em 2011, na 31ª edição estiveram presentes, segundo a Cision e os pedidos de acreditação, 63 jornais, 44 canais de televisão, 23 rádios, 88 portais net, nacionais e internacionais (Espanha, França Finlandia, Italia, Hungria, Holanda, Estados Unidos, Alemanha).

 

Fantasporto is a regular visit of the Cannes Film Markets with a stand in the premises, enlarging thus the international influence of the event, as it can clearly be seen in the use of the name and logo of Fantasporto in the official poster and site of the selected films. The coverage by the media is unprecedented in Portugal with numerous international references. In 2011, the festival had 63 newspapers, 44 TV channels, 23 radio stations and 88 sites covering the event.

A Comunicação Social e os Convidados

 

Tendo em conta que Portugal não tem grande expressão no que se costuma chamar “Indústria do Cinema”, os visitantes média do Fantas são dos mais prestigiados, incluindo as principais agências noticiosas. Entre elas estão a Revista Variety (EUA) que incluiu o Fantas na lista dos 25 melhores festivais mundiais e anualmente envia um representante.

Também presentes habitualmente  representantes de Jornais, Revistas e Cadeias de Televisão estrangeiras assim como agências noticiosas internacionais como Agência  EFE (Espanha), Agência Ansa (Italia) ou a Agência Reuters (GB).

Quanto à presença portuguesa, todos os meios de comunicação social portugueses (jornais de maior expansão, rádios nacionais e cadeias de televisão) se inscrevem e trabalham no Fantasporto, festival que tem habitualmente presença em directo em noticiários e em rubricas exclusivamente dedicadas ao evento.

O Fantasporto é um ponto de encontro internacional para gente de todos os quadrantes da actividade profissional do cinema, nomeadamente produtores, realizadores, actores, distribuidores, jornalistas, fotógrafos e técnicos. A presença da grande maioria dos realizadores com filmes a concurso, incluindo, naturalmente, os portugueses, vindos de todo o mundo ajudou o Festival a alcançar prestígio internacional  e nacional.

 

Fantasporto has a unique media coverage in Portugal, due to the presence of the many professionals, most of them repeating the visit. News agencies, newspapers and tv channels cover the festival on a daily basis, with many live reports. A professional meeting place for all.

 

Descobertas ao longo dos anos…

 

O Fantasporto deu a conhecer, com os seus primeiros filmes, realizadores “desconhecidos” até então como David Cronenberg, André Tarkovsky, Brian de Palma, John Carpenter, Alain Resnais, David Lynch, Andrezj Zulawski, Bigas Luna, Ridley Scott, Luc Besson, Peter Greenaway, Jean-Jacques Beinex, Neil Jordan, Joel e Ethan Coen ou Lars von Trier, todos estes, notavelmente, apenas nos primeiros 5 anos de vida do festival.

Depois seguiu-se a descoberta de Pedro Almodóvar, Sam Raimi, Leos Carax, Vincent Ward, Peter Jackson,Hal Hartley, Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro, Anthony Minghella, Peter Weir, Quentin Tarantino, Tim Robbins, Guillermo del Toro, Roberto Rodriguez, Vincenzo Natali, Danny Boyle, Lee Tamahori, os irmãos Waschowski, Nick Cassevetes, Scott Hicks, David Fincher e muitos outros.

Mostrou ainda os clássicos de diversos países e de muitas épocas, mostrou cinema independente, experimental, marginal, de grande e baixo orçamento. Foi ao Oriente em busca de lendas e visitou o cinema do outro lado do mundo, mostrando de tudo um pouco .

 

The festival has screened first hand the first films of the greatest film creators of all times, one of the top merits of the event. David Cronenberg, André Tarkovsky, Brian de Palma, John Carpenter, Alain Resnais, David Lynch, Andrezj Zulawski, Bigas Luna, Ridley Scott, Luc Besson, Peter Greenaway, Jean-Jacques Beinex, Neil Jordan, Joel and Ethan Coen ou Lars von Trier showed their first films in the first 5 years of Fantasporto. Also Pedro Almodóvar, Sam Raimi, Leos Carax, Vincent Ward, Peter Jackson, Hal Hartley, Jean-Pierre Jeunet and Marc Caro, Anthony Minghella, Peter Weir, Quentin Tarantino, Tim Robbins, Guillermo del Toro, Roberto Rodriguez, Vincenzo Natali, Danny Boyle, Lee Tamahori, the Waschowski brothers, Nick Cassevetes, Scott Hicks, David Fincher screened their first films in Fantasporto, making it a special place for new talents.

 

Passar filmes no Fantasporto é relevante

 

O registo da passagem pelo Fantasporto dos filmes e respectivos prémios, fazem parte dos sites de muitos realizadores de renome mundial.

Assim, o nome de Portugal, do Porto e do Fantasporto está presente nos sites de muitos nomes importantes do cinema como Pedro Almodóvar, Paul Anderson, Luc Besson, Danny Boyle, James Cameron, Nick Cassavetes, Joel Coen, David Cronenberg, John Carpenter, Roland Emmerich, David Fincher, Terry Gilliam, Peter Greenaway, Michael Haneke, Peter Jackson, Neil Jordan, David Lynch, Takashi Miike, Danny Boyle, Anthony Minghella, Vincenzo Natali, Tim Robbins, Roberto Rodriguez, Ridley Scott, Quentin Tarantino, Guillermo del Toro, Lars von Trier ou Larry Wachowski.

Atendendo a que o Fantasporto está situado num  pequeno país, o lote de nomes, muitos deles vencedores de Oscares,  e que incluem o festival no seu palmarés é impressionante.

 

Fantasporto is a regular name in the sites of directors who had their films presented in the festival.

Pedro Almodóvar, Paul Anderson, Luc Besson, Danny Boyle, James Cameron, Nick Cassavetes, Joel Coen, David Cronenberg, John Carpenter, Roland Emmerich, David Fincher, Terry Gilliam, Peter Greenaway, Michael Haneke, Peter Jackson, Neil Jordan, David Lynch, Takashi Miike, Danny Boyle, Anthony Minghella, Vincenzo Natali, Tim Robbins, Roberto Rodriguez, Ridley Scott, Quentin Tarantino, Guillermo del Toro, Lars von Trier or Larry Wachowski refer the official selection of their films or the awards they have received  in Fantasporto in their sites

 

 

E o Cinema Português?

 

Desde a sua primeira edição o Fantas tem mostrado Cinema Português, assumindo-se como uma mostra do melhor e mais recente  cinema nacional. Sabendo-se como é pequeno  o espaço nas salas comerciais para o nosso cinema, o Fantasporto sente como sua obrigação dar uma amostragem do Cinema Português ao seu público e aos seus convidados, sobretudo estrangeiros, estimulando assim a indústria cinematográfica portuguesa. É também local de discussão do Cinema Português, tendo realizado inúmeros debates ao longo dos anos, assim como ponto de encontro de inúmeros estudantes de cinema.

  uma geração de cineastas que já se intitulam “filhos do Fantas” porque foi no Teatro Carlos Alberto e depois, no Rivoli, que fizeram a sua formação como espectadores e estudiosos do cinema. Exemplos, a primeira apresentação dos  filmes da novíssima geração  (Artur Serra Araújo, Tiago Guedes, Federico Serra, Filipe Melo, entre outros). Para eles, o festival é ponto de encontro , beneficiando do encontro com a comunicação social presente. 

Também  anualmente o festival homenageia uma personalidade relevante para o cinema nacional. Já homenageados foram Tino Navarro(2005) Manoel de Oliveira (2006), Fernando Lopes (2008), José Fonseca e Costa (2009), Luís Galvão Teles (2010) e Paulo Trancoso (2011).

Recentemente, e perante o número crescente de participações (em 2011 houve 90 filmes portugueses), o festival introduziu o Prémio de Melhor Filme Português, organizando assim a participação das muitas parcerias que foi fazendo ao longo dos anos. Para 2012, além do Melhor Filme Português inédito, um prémio vai galardoar a Melhor Escola/Curso de Cinema.

 

The festival is a place for the promotion of the most recent Portuguese cinema, with tributes to the most relevant personalities.

 

 

 

Retrospectivas 

 

Muitas ao longo dos anos… Jean Cocteau, Louis Feuillade, Seguei Paradjanov,  Jorge Grau, Karel Zeman, Jacques Tourneur, Orson Welles,  Vivente Aranda, Juan Luis Bunuel, Brian de Palma, Bigas Luna, Dario Argento, George Mélies, André Delvaux, Mario Bava, Terence Fisher, David Cronenberg, René Laloux, Tobe Hooper, Georges Franju, Luis Bunuel, Andrzej Zulawski, Paul Verhoeven, Harry Kumel, René Clair, Marcel Carné, John Waters, Andy Warhol, Leni Riefenstahl, Michele Soavi, David Lynch, Walt Disney, Alfred Hitchcock, Bill Plympton, Julio Bressane, Mojica Marins, Nelson Pereira dos Santos, Jesus Franco, Alex Cox, Julien Temple, Oswaldo Caldeira, Hershell Gordon Lewis, Lucio Fulci, Christpher Lee, Takashi Miike, Sabu, Shynia Tsukamoto, Jean Renoir, Ed Wood e muitos outros.

Mas vejam-se também as variantes das retrospectivas nacionais e temáticas: 100 anos de Cinema Britânico, Cinema Neo-Zelandês, Cinema Fantástico Português, Cinema Expressionista Alemão, o Neo-romantismo Francês, Cinema Belga Fantástico, Cinema Espanhol do Fantástico, Cinema Fantástico dos Anos 70 , Os filmes da RKO, Cinema de Animação de Zagreb, O Rock no Fantástico, Cinema Fantástico Japonês,  Cinema Holandês, Cinema Fantástico Britânico, Clássicos do Fantástico Soviético, Cinema de Animação  Francês, Cinema da Catalunha, Cinema Grego, Cinema Russo Clássico, Cinema Canadiano,  Os Mestres do Horror Italiano e os Pioneiros do Cinema Francês. Fez-se ainda a história do Cinema Espanhol com uma das maiores retrospectivas de sempre.

Temáticamente o Fantasporto abordou ainda a Banda Desenhada no Cinema e pôs em retrospectiva Frankenstein e Drácula. Visitou ainda argumentistas como Jean-Claude Carrière, escritores como Stephen King, o humor dos Monty Python, ou caras carismáticas como as de Peter Cushing ou Vincent Price e saudamos num ano muito especial a série TV de ficção científica que lhe foi de dedicada, “Espaço 1999”. Reviram-se ainda os Monstros do Cinema nas comemorações dos 100 anos da Sétima Arte e  os seus rostos carismático em 2011.

 

The retrospectives have enriched the festival along the years, reaching all kinds of filmmakers and countries, themes and film personalities.

 

Uma Curiosidade…

 

A notoriedade do festival e a sua importância como Marca Internacional, cuja existência depende muito dos seus patrocinadores privados (a Unicer há mais de 20 anos) levou a que, em 2007, um dos seus patrocinadores, a Toyota, fizesse um modelo especial, o Aygo Fantas.  Assim, o Fantasporto é o único festival de cinema do mundo com um automóvel que apresenta o seu nome e logotipo.

 

Fantasporto as a brand with state and private sponsors, has been a partner of Unicer for the last twenty years and  is the only film festival in the world with a model of a car named after it (Toyota Fantas Aygo) in 2007.

 

 

 

A Equipa

 

Fruto de muito esforço e trabalho de uma equipa altamente especializada, o Fantasporto tem procurado, como sempre foi seu objectivo,  trazer o Porto e Portugal para a linha da frente do cinema internacional, sob a direcção dos fundadores Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira, e com António Reis e uma equipa dedicada e experiente, o Fantasporto é um exemplo de consistência e dedicação.

 

Due to a highly specialized organizing team, the festival has brought the event to the front line of similar events – three decades  under the leadership of the founders. An example of dedication and professionalism.

 

Medalhas

 

Como trabalho de serviço público que já lhe valeu vários prémios, o Fantasporto recebeu entre outros louvores, a Medalha de Mérito Cultural do Governo Português, a Medalha de Mérito Grau Ouro da Cidade do Porto e a Medalha de Grau Ouro da Cidade de Gaia. O festival foi ainda homenageado em Espanha e na Coreia do Sul.

 

The festival was granted the recognition of the Portuguese Government and the Town Halls

of Oporto and Gaia with the greatest honours, the Gold Medals of both cities and the Medal of Cultural Merit.